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Ônibus atropela e mata ciclista dentro da Cidade Administrativa

Belo Horizonte - 25/02/2019 - 15:12 484 Visualizações
Ônibus atropela e mata ciclista dentro da Cidade Administrativa

Um triatleta do Minas Tênis Clube, de 57 anos, morreu depois de ter sido atropelado por um ônibus da linha 642, que faz o intinerário da Estação Venda Nova até a Cidade Administrativa.

O acidente aconteceu por volta das 9h da manhã deste sábado (23), na frente do prédio Minas, enquanto o atleta Alexandre Lazzarotto treinava com a equipe recreativa de triathlon do clube, dentro da Cidade Administrativa.

Segundo a Polícia Militar, o condutor do veículo alegou que não teria visto o triatleta. Logo após o atropelamento, os ânimos entre o motorista do coletivo e outros ciclistas que estariam com a vítima teriam se exaltado.

Alexandre Lazzaratto morreu na hora ao bater o ombro esquerdo contra a lateral do coletivo. Ele se desequilibrou, caiu no chão e foi atropelado na sequência. Quando a polícia chegou ao local, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no lugar e havia constatado a morte do triatleta.

Ônibus atropela e mata ciclista dentro da Cidade Administrativa

Segundo a PM, uma testemunha, que presenciou o fato e também praticava ciclismo no local, afirmou que o motorista do coletivo ocupava metade da faixa da esquerda e outra parte da faixa central, onde estavam os esportistas. Então, conforme o Boletim de Ocorrência, a testemunha contou que o condutor fez uma manobra brusca para ocupar totalmente a faixa do centro, o que provocou o acidente.

Quanto à versão do motorista, a polícia ressaltou que ele trafegava pela faixa central e decidiu ocupar a faixa da esquerda para desviar do grupo de ciclistas. Quando foi retornar à faixa de origem, ele percebeu, pelo retrovisor, que havia uma bicicleta caída na Avenida Brasil. Imediatamente, o condutor parou o veículo. Ele passou pelo teste de bafômetro, mas nenhuma irregularidade foi constatada.

Triatleta há sete anos, Alida Ferreira, de 36 anos, viu o momento em que o colega foi atropelado. "Ele foi atropelado na decida de uma curva, em frente ao prédio Minas. O Alexandre estava do lado direito do ônibus. Não sei ao certo como o atropelamento aconteceu, mas vi quando ele caiu e a roda traseira passou em cima da cabeça dele. Escutei o barulho dele batendo na lataria do veículo", contou a triatleta, que há anos treina aos fins de semana dentro da Cidade Administrativa.

Bastante chocada com o acidente que havia acabado de presenciar, Alida criticou o tráfego de veículos dentro da Cidade Administrativa. "As placas lá determinam que os carros e ônibus trafeguem a 30 km/h. Mas eles andam em alta velocidade. Já presenciamos vários incidentes envolvendo veículos e ciclistas lá. Pedimos as autoridades para interditar o tráfego de veículos no local, nos fins de semana, mas eles não aceitaram alegando que muitas pessoas trabalham lá neste período e que elas precisam usar os carros e ônibus. Então, eles deveriam, pelo menos, fazer campanhas de conscientização com os motoristas, o que não é feito lá", afirmou.

Indignada, a atleta criticou o fato de Belo Horizonte não oferecer um espaço para os ciclistas andarem com segurança. "Para piorar, onde andamos somos hostilizados. Nem as autoridades nem a população nos respeita. Parece que os belo-horizontinos odeiam as pessoas que fazem esporte. Sou motorista e não tenho coragem de fazer os que eles fazem com os ciclistas nas ruas. Acidentes como o que aconteceu com o Alexandre são comuns. Isso tem que acabar. Fora do país a situação é totalmente diferente", pontou a atleta.

Nenhum policial militar quis se pronunciar alegando que as informações têm que ser repassadas por policiais da Cidade Administrativa. Amigos do ciclista que estavam no local também não quiseram comentar o assunto.

Por meio de nota, o Minas Tênis Clube lamentou profundamente o falecimento do associado. "Destacamos que o Minas está dando total assistência à família do associado, que era casado com Maria Ermelinda, integrante da equipe recreativa de corrida de rua do clube, e pai de Isabela, de 25 anos, e de Mateus, de 23 anos. O Clube está acompanhando os procedimentos legais inerentes a essas situações, junto à Polícia Militar e Instituto Médico Legal", informou o comunicado.

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