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Mãe e filha são presas por suspeita de torturar idosos em Santa Luzia

Santa Luzia - 26/07/2019 - 19:46 212 Visualizações
Mãe e filha são presas por suspeita de torturar idosos em Santa Luzia

A dona de um asilo particular e a filha dela foram presas, em flagrante, suspeitas de torturar idosos, em Santa Luzia. A corporação chegou ao local após receber denúncia de uma ex-cuidadora, que afirmou que os internos estariam sendo maltratados.

A delegada Bianca Prado conta que os idosos relataram que tomavam banho frio, eram trancados em um cômodo, agredidos e estavam sem alimentação.

"Quando eu cheguei no cenário, eu pude ver que maus-tratos era muito abaixo daquilo. Estávamos diante de um intenso sofrimento físico e mental."

Segundo a prefeitura de Santa Luzia, duas equipes médicas acompanharam a ação e avaliaram que nove dos idosos apresentavam quadros de pneumonia, fratura, desnutrição e relataram terem sido agredidos. Todos foram encaminhados ao Hospital Municipal Madalena Calixto e estão recebendo cuidados médicos. Também está sendo prestado apoio psicológico.

A clínica funcionava há três anos no bairro barreiro do Amaral e hospedava cerca de 50 idosos. Uma gravação mostra um deles sendo atendido dentro da ambulância do município. O homem, que apresenta um ferimento na cabeça, afirma que foi agredido no local.

As prisões ocorreram nesta quinta-feira (25), mas só foram reveladas pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (26).

A corporação revelou, ainda, que o asilo não tinha documentação e já havia sido notificado pela Vigilância Sanitária.

A prefeitura informou que a instituição é particular, se encontrava irregular e já era acompanhada pela Vigilância Sanitária. No entanto, todas as vezes que venciam os prazos estipulados pelo órgão de fiscalização municipal, o asilo mudava de endereço.

Em 2017, o Ministério Público encontrou a instituição novamente e acionou a Vigilância Sanitária para que fosse averiguada a condição de funcionamento e exigências legais. Foi feito levantamento das irregularidades e desde então o órgão trabalha com prazos para instituição cumprir.

No dia 10 de julho deste ano, o executivo municipal fez uma notificação cautelar, dando prazo de 15 dias para que as exigências fossem cumpridas definitivamente. Paralelamente, alguns pacientes da instituição deram entrada no Hospital, o que chamou a atenção do médico, que acionou a polícia.

A Polícia Civil também vai investigar também as circunstâncias da morte de um idoso na última semana.

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