O capitão aposentado e reconduzido da Polícia Militar que foi acusado na última quarta-feira (19/09) de tentar abusar sexualmente de uma criança de 9 anos no Bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi liberado pela por falta de provas. Segundo a Polícia Civil, não houve evidência para confirmar a acusação.
Segundo a Polícia Militar, a vítima de 9 anos alegou que o homem teria forçado a entrada em sua casa e pedido para ela o observar tirar a roupa. A criança, então, começou a gritar e o suspeito correu. Ela estava sozinha em casa.
Entretanto, conforme a PM, as testemunhas não o viram saindo da casa, ele somente teria sido visto circulando na região.
O policial foi espancado por pessoas que ele classificou como "jovens, bandidos, falando, com um português mal falado, que iam me matar", e não por moradores. Ele contou que foi ao local para entregar uma cesta básica a uma pessoa e, se desse tempo, visitar um amigo.
Segundo o militar, ele deixou o carro estacionado uma rua antes por saber que, onde ia, às vezes há presença de criminosos. "Quando eu estava no meio do quarteirão, um indivíduo saiu correndo e alguém tentou dar nele uma rasteira e não conseguiu. Um cidadão magro, sem camisa, aproximou-se de mim, me segurando, e falou 'e esse aqui?'. Duas ou três pessoas se aproximaram de mim. Um já chegou me dando soco."
Rosa diz que perguntou o que estava acontecendo e que revelou que era policial, tendo ouvido, em seguida, 'então nós vamos te matar'. O militar narra que começaram a chutá-lo e ele correu por cerca de 300 metros, mas foi alcançado. "Num dado momento, eu consegui escapulir mais uma vez e fui à rua principal, onde aquele marginal, que foi um dos primeiros a me agredir, passou a me defender, a me cercar. Mesmo assim, não impediu que alguns passassem por eles e me agredissem", destacou.
O capitão afirmou, também, que a suposta vítima de estupro deu como características do criminoso outras diferentes das dele.
No carro do policial foram encontrados doces e uma calcinha. "Está no Whatsapp, de conversa de três a quatro dias, que o doce era para eu levar para um irmão. A calcinha estava no carro – o carro é da minha esposa – há 15 dias que era para entregar [para a sobrinha]. O delegado viu que essas conversas já tinham", argumentou.
De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento com os depoimentos e provas reunidos até o momento, o policial é inocente, mas, ainda assim, um inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Santa Luzia.
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