Detentos do presídio de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vão participar da celebração de Lava-pés, uma das mais tradicionais da Igreja Católica. A cerimônia, que repete ato de humildade de Jesus na Última Ceia, está prevista para as 16h desta quinta-feira (18).
O arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, vai lavar os pés dos detentos. A unidade tem capacidade para 65 pessoas e atualmente abriga 132 presos.
Segundo a arquidiocese, nesta celebração, os presos representam os apóstolos, que tiveram os pés lavados por Cristo, antes de ser levado até a cruz.
Na ocasião, é celebrada também a instituição da eucaristia e do sacerdócio. Cristo, na noite em que ia ser entregue, ofereceu a Deus o seu corpo e o seu sangue, na forma do pão e do vinho, e os entregou a seus discípulos.
A Origem do Lava Pés
A cerimônia de Lava Pés é designada como um rito onde os pés são lavados, em sinal da renovação dos votos de religiosidade por conta do fiel. O costume se originou, provavelmente, nos costumes primitivos, onde as pessoas tinham os pés lavados ao visitar um parente ou amigo. Conta-se que o ritual era feito da seguinte maneira: Quando a visita chegava a sua casa, o chefe da família solicitava que um servo trouxesse uma bacia, água e lavasse os pés do visitante.
Tal costume também aparece em trechos do Velho Testamento, que é um volume da Bíblia. O lava pés também significa a humildade de uma pessoa para com a outra, sendo isso evidenciado em João 12, onde a irmã de Lázaro, Maria de Betânia, lavou os pés de Jesus, em forma de agradecimento por este ter trazido Lázaro, que era um grande amigo de Jesus e havia falecido após uma grave doença, de volta à vida.
O Cristianismo primitivo, por muitas vezes chamado de "Igreja Antiga" também praticava muito o rito de lava pés, geralmente em pessoas santas, por considerar que o ato era um sinal de piedade, submissão e humildade.
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