A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na última quinta-feira (9), o mandado de prisão preventiva de um homem de 52 anos investigado por tentativa de feminicídio, em Vespasiano. A vítima, Fernanda de Oliveira Marcelino, de 46 anos, ficou tetraplégica em decorrência das agressões sofridas.
O suspeito, Anderson Batista Nascimento, foi localizado em um hospital no bairro Luxemburgo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde estava internado para tratamento de câncer. Ele morreu neste fim de semana. O inquérito, conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vespasiano, foi concluído e encaminhado à Justiça.
As investigações tiveram início após denúncia de violência doméstica registrada em 16 de fevereiro deste ano. Conforme apurado, o crime ocorreu no dia 14 de fevereiro. Na ocasião, o homem estrangulou a ex-companheira dentro da residência dela, deixando-a inconsciente.
De acordo com a delegada Nicole Perim, três dias antes do crime o suspeito entrou em contato com a vítima afirmando que estava na garagem da casa dela e ameaçando tirar a própria vida. Fernanda foi até o local e pediu ao filho que levasse o homem para atendimento médico. No entanto, ele fugiu da unidade de saúde no dia seguinte e passou a enviar mensagens ameaçadoras, dizendo que os dois morreriam juntos.
Ainda segundo a investigação, o suspeito retornou à residência e se escondeu no banheiro. Ao sair do banho, a vítima foi surpreendida e estrangulada até perder a consciência. Acreditando que ela estivesse morta, o homem deixou o local, levando o celular e o cartão de crédito da vítima.
Em decorrência da agressão, Fernanda sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e permaneceu caída no chão da casa por cerca de três dias, sem conseguir pedir socorro. Ao notar a ausência da mãe no trabalho, o filho foi até o imóvel e a encontrou, acionando o resgate.
A vítima ficou internada por semanas e, após receber alta, permaneceu tetraplégica, sem movimentos do pescoço para baixo, além de apresentar dificuldades na fala. As apurações também indicaram que o relacionamento entre os dois durou cerca de quatro anos e que o investigado não aceitava o fim da relação, passando a perseguir a ex-companheira.